quinta-feira, 23 de junho de 2016

Nega Maluca, NÃO!

'Nega maluca, não' - Mulheres pedem fim das ‘fantasias de negras’ no carnaval


Só homens podem vestir a fantasia oficial do bloco Doméstica de Luxo, que no último fim de semana reuniu mais de 6 mil pessoas em Juiz de Fora, Minas Gerais.
A caracterização se repete desde 1958, quando o grupo foi criado por seis amigos: avental, cabelo "black power", batom vermelho para engrossar os lábios e tinta preta cobrindo o rosto. Exatamente o oposto do que gostariam de ver mulheres negras como Stephanie, Jarid e Dandara, que conversaram com a BBC Brasil sobre racismo no Carnaval.
Além do exemplo mineiro, elas citam como motivos de desconforto marchinhas comoO Teu Cabelo Não Nega ("Mas como a cor não pega, mulata / Mulata, eu quero o teu amor"), fantasias como a de "nega maluca" e clichês como a "mulata tipo exportação".
Para as entrevistadas, sob confetes e serpentinas circulam piadas machistas (com homens se vestindo de 'mulher fácil'), racistas (por meio da representação debochada da mulher negra) e com preconceito social (caso das piadas com o cotidiano das empregadas).

'Homenagem'

"Tenho certeza de que a maioria desses homens não tem a menor noção sobre a questão racial e, pior, não faz nenhum esforço para entender", diz a estudante de arquitetura Stephanie Ribeiro, de 21 anos, eleita uma das 25 mulheres negras mais influentes da internet brasileira.
"A origem que percebo na maioria dos 'bullies' é essa: uma dificuldade de se colocar no lugar do outro", afirma a jovem.
A reportagem conversou com um dos diretores do bloco Doméstica de Luxo, o administrador de empresas Odério Filho, que se disse surpreso com as críticas.
"A gente não tem preconceito", afirma. "O bloco foi criado em 1958 por seis amigos que decidiram pintar o rosto de preto e vestir uma roupa simples para homenagear de forma singela as empregadas."
Questionado sobre a associação da mulher negra ao trabalho doméstico, Odério diz defender a liberdade de expressão.
"Tratamos de forma carinhosa e caricata. A liberdade de expressão está aí. Queremos agregar qualquer tipo de pessoa - a única restrição é que só podem homens, como está no estatuto."
Stephanie contra-argumenta. "Hoje tenho um pouco de medo de ir para a rua num bloco porque me encaixo exatamente no padrão de mulher que eles constroem. O constrangimento não fica só no campo da palavra, da expressão, da fantasia. A agressão também é física: nos passam a mão e tratam como objeto de diversão."

'Cor do pecado'

A escritora e militante Jarid Arraes, de 24 anos, diz que se sente "ofendida" com a "hipersexualização" das mulheres negras durante a festa.
"Somos retratadas como mulheres 'da cor do pecado', 'mulatas tipo exportação'. É o velho estereótipo de que as mulheres negras seriam mais sexuais do que as brancas - que por sua vez seriam para casar", diz.
"Aquela não é a imagem criada pela própria mulher negra. É criada pela elite branca, com exageros nas formas e curvas. Não dá para dizer que é inofensivo, que é diversão. É deboche", afirma.
A atriz Dandara de Morais, de 24 anos, conta ter vivido na própria pele o clichê da nega maluca.
"Faço balé desde criança. Aos 16, tivemos uma apresentação sobre bonecas - claro, para mim reservaram a 'nega maluca'", diz. "Hoje eu vejo como este tipo de representação da mulher negra a limita e ridiculariza."
São representações que Jarid promete combater até que os "estereótipos sejam derrotados".
"O carnaval é só sintoma de um problema muito maior: a repressão sexual, o moralismo, a desigualdade de oportunidades", diz. "A internet nos coloca numa posição mais visível que antigamente. As pessoas nos escutam, nos veem questionar e com isso conseguimos causar incomôdo."

'Bons' blocos

Por outro lado, as entrevistadas reconhecem que nem só de estereótipos é feito o Carnaval. A cada ano, ganham força pelo país blocos carnavalescos que pulam a festa levantando bandeiras sociais como o empoderamento feminino e a defesa de oportunidades iguais entre os sexos.
É o caso do bloco Rolezinho da Crioula, que desfilou no último domingo, na Vila Madalena, em São Paulo, com a missão de promover a cultura negra e o respeito às tradições afro-brasileiras.
Stephanie fez um chamado nas redes sociais em busca de indicações de blocos que não aceitam representações estereotipadas entre seus integrantes.
A lista com os principais está abaixo:
Fortaleza - CE Afoxé Oxum Odolà Tambores de Safo
Florianópolis - SC Bloco Carnavalesco Pula Catraca
Manaus – AM Bloco Maria Vem com as Coisas Outras
Recife – PE Ou Vai ou Racha
Rio de Janeiro – RJ Comuna Que Pariu Agyto Bloco das Perseguidas
Salvador – BA Folia Feminista Olodum Muzenza Malê de Balê Banda Didá
São Paulo – SP Bloco Soviético Bloco da fanfarra do Mal Ilú Obá De Min Adeus Amélia Bloco do MAL Bloco da Dona Yayá Bloco da Abolição Bloco do Peixe Seco Olgazarra Bloco da toca do saci Ilú Obá.

Bibliografia:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/150210_racismo_sexismo_carnaval_rs








Nega maluca já tem mais de 10 anos de pura folia


Completa 10 anos de Carnaval, a personagem " a Nega Maluca".

Simpatia e bom humor é o que há no carnaval de Pindamonhangaba há uma década, quesitos que são inerentes de uma personagem irreverente e elegante. É a Nega Maluca que completa 10 anos de Carnaval ao lado da corte.
      A Nega Nasceu há 10 anos e não tinha intuito de participar do carnaval, foi criada para fazer animação em porta de loja, porém como a Nega sambava muito nas portas das lojas foi convidada pelo então bloco Acadêmicos e desfilou dentro de uma ala e a partir de 2002 começou a fazer parte da corte esbanjando alegria, simpatia é claro um bom samba no pé.
De 2002 até 2008 a Nega trabalhou com animações de portas de loja, jurada de carnaval em concursos de outras cidades, inaugurações, entre outros, e agora a Nega Maluca é exclusiva de Pindamonhangaba, só desfila no carnaval.
A Nega diz que é um pouco preguiçosa, mas é preciso se preparar para o carnaval, então dois meses antes da festa de Momo, faz alguns trabalhos de dança e começa a correr atrás de fantasias e se inicia para a maratona.
“A Nega Maluca a gente sabe que já existe no folclore do Brasil, mas eu nunca tinha visto um personagem ganhar tanto carinho do público como a Nega ganhou, isso me deixa muito feliz, porque dez anos é difícil manter o sucesso. As crianças gostam muito, eu nunca fui desrespeitada em nenhum lugar, acho que Pinda aceitou a Nega e gosta da Nega de uma forma muito especial”, comenta a Nega Maluca de Pindamonhangaba.   
Bibliografia :
http://valenews.com.br/geral/7335-nega-maluca-completa-10-anos-de-carnaval.html

sábado, 28 de maio de 2016

A Nega Maluca

Nega Maluca
A personagem Nega Maluca foi criada por Luís Carlos do Santos Sacramento, conhecido em São Francisco do Conde como Neném. O artista de 44 anos de idade e 27 anos de cultura Franciscana sempre inventou personagens, mas pensando em criar um que fosse único e especial no Brasil, fez a Nega Maluca.
Durante um dia de carnaval, o autor se deparou com uma coisa preta em seu quarto e teve um ataque de riso. Neste momento, lhe surgiu a idéia da personagem. Correu para a casa de sua mãe em São Francisco do Conde para conseguir os acessórios da Nega. Ele mesmo conta como foi: – Ao chegar à casa da minha mãe, em São Francisco do Conde, peguei uma peruca, consegui uma roupa preta, catei uns bagos de carvão e comecei a pisar, depois passei pelo corpo todo, vesti as roupas, pintei os lábios de batom vermelho e fui para a avenida. Os foliões começaram a perguntar: “O que é aquilo? Aquela maluca pelas ruas beijando um e outro.”
Era a Nega Maluca que hoje pode ser encontrada em várias partes do Brasil, nas suas mais diversas caricaturas.



    Bibliografia 


http://saofranciscodoconde.ba.gov.br/?page_id=173

As Boneca

Bonecas

As bonecas atravessaram épocas e civilizações. 
A boneca mais conhecida do Brasil é a chamada "bruxinha de pano", de fabricação caseira, precária e tradicional na época colonial, utilizada pelas crianças de baixa renda. Tornou-se, com o passar do tempo, uma marca forte da arte popular e do folclore, indicando sua regionalidade e sua etnia por meio dos tecidos e das cores das vestimentas, tipos humanos e indumentária.

No Brasil, as mulheres da tribo dos Carajás produzem bonecos de cerâmica para as filhas, com diferenciação de sexo. Os corpos das bonecas são pintados de branco, vermelho e negro para representar os seres que habitam esses mundos.

Além dessas bonecas de barro, há também os bonecos de amimais e mulheres, mas não se trata de brinquedos, e sim de enfeites e objetos de cultos.

As primeiras bonecas, como as que temos hoje, aportadas no Brasil vieram com a família real em 1808, mas eram restritas às famílias mais ricas.

As bonecas de pano eram, a princípio, objetos de magia negra herdadas da cultura africana trazida pelas escravos.

Posteriormente, passaram a ser utilizadas como brinquedos pelas crianças das famílias de baixa renda e foram se popularizando com a passagem dos tempo. Essas bonecas de pano serviram de modelo para Emília, a boneca de pano mais famosa do Brasil, personagem dos livros de Monteiro Lobato. A partir das bonecas de pano, foram produzidas bonecas de plástico e vinil, cada vez com mais movimentações.



Bibliografia 

http://oficinadebonecas.blogspot.com.br/2007/08/curiosidade-histria-das-bonecas.html?m=1

sábado, 9 de abril de 2016

Cultura africana no Brasil

Culturas afro-brasileiras



Inicialmente, todas manifestações culturais afro-brasileiras foram desprezadas, desestimuladas e perseguidas porque não eram parte do universo cultural europeu e porque eram produzidas por negros escravizados e seus descendentes. Entretanto, a partir do século XX, as expressões culturais afro-brasileiras começaram a ser gradualmente aceitas, admiradas e celebradas pelas elites brasileiras como expressões artísticas genuinamente nacionais



escultura

A escultura em madeira se estende á fabricação de múltiplas figuras que servem de atributo às divindades, podendo ser cabeças de animais, figurinhas alusivas a acontecimentos, fatos circunstanciais pessoais que o homem coloca frente às forças.
Existem também objetos que denotam poder, como insígnias, espadas e lanças com ricas esculturas em madeira recoberta por lâminas de ouro sempre com motivos alusivos à figura dos dignatários.
Os utensílios de uso cotidiano, portas e portais para suas casas, cadeiras e utensílios diversos sempre repetindo os mesmo desenhos estilísticos.
Além das esculturas em madeira existem os objetos confeccionados com fragmentos de vidro das mais diversas cores, colocados em gorros, possuindo uma gama de figuras humanas e de animais, feitas com fio de algodão que recobrem todo o tecido, colocados sempre em combinação vertical. As pedras podem ser alternadas por cauris, canudilhos metálicos ou de seda e algodão.
Os tecidos são lisos ou estampados, os bordados são rebordados com linhas e com pedras de vidro. Confeccionam roupas longas e gorros. A criatividade do bordado com pedras de vidro está muito difundida nas populações da República da Nigéria. Os suportes para abanos, crinas e rabos de animais, também decoram com pedras de vidro, canudilhos e cauris.
Os tecidos e o vestuário alcançaram um desenvolvimento plástico considerável em zona de sultura urbana, assimilando muitos elementos da indumentária islâmica e outros introduzidos pelos europeus colonialistas. O tear horizontal, permitiu a confecção variada de tiras que posteriormente se juntam longitudinalmente para formar tecidos maiores.

Sites:
http://afro-latino.blogspot.com.br/2009/01/escultura.html?m=1

domingo, 20 de março de 2016

a escultura


                      O surgimento da escultura

   Vamos falar um pouquinho sobre a escultura e como ela surgiu

      Considerada a terceira das artes clássicas, a escultura é a técnica de representar objetos e seres através da reprodução de formas. Utiliza-se de materiais como gesso, pedra, madeira, resinas sintéticas, aço, ferro, mármore e das seguintes técnicas: cinzelação, fundição, moldagem ou a aglomeração de partículas. Sua origem baseia-se na imitação da natureza, com o intuito maior de representar o corpo humano. 

A escolha do material envolve a técnica utilizada. Novas técnicas como dobra e solda de chapas metálicas, moldagens com resinas, plásticos, materiais tridimensionais tem sido empregadas. 

A escultura na Pré-História foi associada à magia e à religião. No período paleolítico, o objetivo era moldar animais e figuras humanas, geralmente femininas. 

A escultura, como é conhecida atualmente, surgiu no Oriente Médio, foi uma das últimas artes a serem desenvolvidas durante a Idade Média, talvez pelo apelo sensual. 

A Grécia Clássica é o berço ocidental da arte de esculpir, desde os seus primeiros artefatos em mármore ou bronze a partir do século 10 a.C., até o apogeu da era de Péricles, com as esculturas da Acrópole de Atenas. Posteriormente, os romanos aderiram à cultura clássica e continuaram a produzir esculturas até o fim do império, difundindo o trabalho em mármore por todo o império. 

Foi no Renascimento que a escultura se destacou, com a famosa estátua de Davi, de Michelangelo. Donatello e Verocchio foram outros mestres importantes do período. Entre os séculos XIX e XX, destacam-se os artistas Constantin Brancuse e August Rodin, dois mestres da escultura que influenciaram vários outros artistas.


trabalhos incríveis na terra. Com cada vez mais primor, a humanidade tem como herança de alguns artistas do passado obras de arte incríveis. Algumas delas são as esculturas. Surpreendentes, elas resistem firmemente ao tempo e continuam encantando pesquisadores e visitantes dos locais onde estão instaladas:
1. ESCULTURAS FASCINANTES: O PENSADOR
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Originalmente chamada de “O Poeta”, a escultura é uma peça que fez parte da encomenda feita pela comissão do Musée des Arts Décoratifs, em Paris, na França, e serviria para criar um portal monumental do museu. Seu autor, Auguste Rodin, se baseou em “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, para esculpir o portão do local. O Pensador seria o retrato de Dante, à frente dos portões do inferno, ponderando o poema do autor. A estátua é feita de bronze e hoje está localizada ainda no Musée Rodin, que fica em Paris, capital francesa.
2. ESCULTURAS FASCINANTES: VÊNUS DE MILO
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Esta escultura foi criada entre 100 e 130 anos aC (antes de Cristo). É feita em mármore e é ligeiramente maior que o tamanho natural de uma mulher alta. Acredita-se que Vênus de Milo representa Afrodite, deusa grega do amor sexual e da beleza física. Quanto sua autoria, supõem-se que seja de Alexandros de Antióquia. A escultura foi encontrada na ilha de Milo, no mar Egeu, Grécia. A estátua encontra-se hoje no Museu do Louvre, em Paris.
3. ESCULTURAS FASCINANTES: DAVID
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A escultura de David ou Davi, é uma das obras primas de Michelângelo. A estátua retrata o herói bíblico e seu realismo anatômico chega a impressionar. David é considerada por muitos a obra mais importante de Michelângelo. Medindo 5,17 m, é hoje o símbolo máximo da República de Florença. A obra pode ser visitada na Galleria dell’Accademia, na própria cidade de Florença, na Itália.
4. ESCULTURAS FASCINANTES: PIETÁ
Pietá
A obra é uma das mais famosas esculturas feitas por Michelangelo, ícone do renascentismo italiano. Representa o corpo de Cristo morto nos braços da Virgem Maria. Acredita-se que ela foi esculpida em 1499. Hoje está exposta na basílica de São Pedro, no Vaticano.
5. ESCULTURAS FASCINANTES: AUGUSTO E PRIMA PORTA
Augusto_de_Prima_Porta
Augusto de Prima Porta é uma obra de Augusto César e que foi descoberta em 20 de abril de 1863 na Villa de Augusto, Prima Porta, em Roma, na Itália. Ela foi talhada em mármore. Atualmente está a mostra no Museu do Vaticano, em Roma.

Este texto fora tirado dos sites:

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/artes/escultura.htm
http://somentecoisaslegais.com.br/arte/escultura/conheca-cinco-esculturas-classicas-que-mais-fascinam-humanidade